Eu e o futebol
O post de hoje será um post diferenciado, é sobre o livro: Eu e o futebol. Almir Albuquerque. O livro conta a história de um jogador não muito lembrado pela mídia, o Almir Albuquerque, conhecido como Almir Pernambuquinho. O atacante passou por alguns clubes e quase sempre desempenhou um papel decisivo com conquistas e glórias.
Iniciou a carreira na base do Sport Recife, de lá para o Vasco da Gama, Corinthians, Boca Júniors, Genoa, Santos de Pelé, Flamengo e América do Rio. O livro narra a história de um “marginal do futebol” como ele mesmo se intitula. Ficou marcado por revidar a catimba latino americano quando jogava pela seleção brasileira, e foi taxado de marginal por uma entrada em que tirou Hélio, do América-RJ, do futebol.
Do não tão grande Sport em 1957 para o sempre gigante Vasco, o Pernambuquinho tem suas façanhas contadas no livro, pelo Vasco da Gama. Suas glórias com a linha de frente do Vasco: Sabará, Livinho, Vavá, Almir e Pinga. O garoto de Pernambuco sempre vangloriou Pelé, e foi este seu apelido quando chegou ao Corinthians: “Pelé Branco”. No Corinthians não conseguiu fazer o mesmo que fez pelo Vasco por confusões com o presidente. De lá para o exterior, uma boa passagem pelo Boca e uma passagem de se esquecer pelo Genoa, inclusive sendo alvo de racismo.
Seu retorno ao Brasil, para o Santos de seu maior ídolo, Pelé. E no mundial contra o Milan, Almir teve a tarefa “impossível” de substituir o rei, tarefa aceita e cumprida, Santos campeão do mundo. Almir saiu como herói da partida. De lá saiu para o Flamengo, e o livro trata uma história muito bem contada, quando o goleiro do clube, Valdomiro, comprado pelo América do Rio para entregar o título estadual. Seu último clube foi o América do Rio, e mesmo perto de abandonar a carreira nunca deixou de recusar uma briga.
O livro ainda traz suas inglórias, brigas, e mostra o lado sujo do futebol. Também emociona com o último capitulo: A história que o autor não pode contar. Nele a história da morte do craque-marginal é contada.
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